Le bien qui fait mal

Durante anos da minha vida, o motivo de criação era exclusivamente um: o Sol. Clareando minha eterna noite, ele apareceu-intenso, radiante, atraindo todos ao seu redor. Atrevida que só, quis ver mais de perto, sem proteção e sem aviso. Rapidamente saí do eixo e tudo que havia era aquela atraente translação. Todos os outros que vieram passaram como estrela cadente, sem brilho ou poder suficiente para ofuscar a Estrela central.  E nesse ciclo fatalmente inevitável permaneci estagnada, por inteiro. Quando os astros se alinharam em perfeita harmonia, surgiu o eclipse. E nele, surpreendentemente, um olho de Shiva se abriu em minha mente me mostrando que sol que faz do dia, noite, não clareia: cega. Canalizando o pouco que sobrou de minha energia, reencontrei minha órbita e vi aquele sol fajuto se esvair em pó. Então, percebi que aquilo na verdade não era estrela, era um planeta ambicioso e distante que por um descuido meu tentou inverter a ordem natural das coisas, emitindo uma luz fraca- que jurava ser própria- quando na verdade era um reflexo do meu brilho. Ele, virou um buraco negro, em uma galáxia distante, bem longe da minha.  Eu, sigo emanando minha luz a todos que escolho atrair para a minha órbita.

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