o último verso dele

florbela espanca

“quem diria que um dia eu cairia por uma menina de cabelos vermelhos. da minha pele debaixo das tuas unhas ao respingo de sangue na parede eu me sinto hoje parte de ti. você é minha obra de arte, moldada ao meu modo e eu pigmalião, me apaixonei pelo que esculpi. você é minha versão mais gostosa, minha coelha. não há tempo ou distância que nos separem. somos um, pro eterno.”

Adorei essas linhas, devo confessar. Pelo menos as palavras são imortais e sobrevivem à distância,  indiferença e à dor. Triste mesmo é o ser poético ser tão distante do ser real. E eu  cansei. Dos dois, de nós dois.

 

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One Response to “o último verso dele”

  1. As palavras sobrevivem ao tempo, distância e obstáculos. A dor intencional é que de vez em quando as borram… ainda dá pra ler, mas vai ficar secando por um tempo.

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